Vamos falar sobre a maternidade real?

Oi, pessoal! Tudo bem? 😀

Eu sou a jornalista Nathália Sartorato e fui convidada pelo blog Carambola para falar sobre a maternidade, essa fase tão gostosa que eu estou tendo o prazer de desfrutar desde o dia 1º de junho, quando veio ao mundo a minha Emily (bochechuda, pesando 3.680kg, com 49 centímetros e cheia de saúde) ❤

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Desde quando descobri a gravidez, percebi que estes são tempos difíceis para nossas avós e bisavós… Elas já não são mais a autoridade máxima no assunto. Inevitavelmente, seus valiosos conselhos perderam espaço para a internet e os milhares de blogs, sites, aplicativos e fóruns de maternidade que estão a um clique (ou a um toque) de distância das novas mamães. É uma concorrência desleal!

Se você tem entre 20 e 30 anos, com certeza vai se identificar com a seguinte cena: seu filho começa a apresentar um comportamento diferente acompanhado de febre. Ao invés de ligar para algum parente e pedir ajuda, você vai direto ao Google e pesquisa o que pode ser. A prática é unânime e contribui para o empoderamento materno, mas será que é saudável? Decidi bater um papo com algumas mamães mais experientes do que eu para descobrir isso e muito mais!

#maternidadereal

Para Larissa Torquato, 27 anos, mãe de Francisco de 4 e José Bento de 1 ano e 6 meses, nem sempre a internet é o melhor caminho. “Tenho a impressão de que antigamente era possível mais acolhimento feminino dentro do núcleo familiar. As famílias se cuidavam e os costumes eram lei. Hoje em dia, enquanto mães modernas, temos em geral muito de Google e muito a criticar sobre os saberes milenares das nossas avós”.

Larissa com os filhos José Bento e Francisco

Quem concorda com esse pensamento é a Mariana Casagrande Quintana, 25 anos, mãe dos gêmeos Otávio e Lucca de 8 meses. “No tempo de nossas mães e avós, elas se entendiam melhor porque era uma maternidade leve, sem neuras e sem frescura”.

Mariana com os gêmeos Lucca e Otávio

Priscilla Polidorio Piltz, brasileira de 28 anos que reside no Japão com Sophia de 9 anos e Benjamin de 1 ano, é um pouco mais conservadora quanto às buscas online. “Quando alguma coisa preocupa, seja a saúde ou o comportamento da criança, enquanto não chega o dia do médico, acabo procurando na internet. Busco dicas de alimentação saudável, receitas, mas nunca deixando sobrepor as recomendações médicas”.

Priscilla com os filhos Sophia e Benjamin

Já a Camilla Sartorato, 29 anos, mãe da Anna Clara de 4 e do Henrique de 1 ano e 11 meses vê de maneira positiva a presença da internet na rotina materna. “É muito bom encontrar outras mães e se identificar com situações e dilemas parecidos com os seus, dividir angústias. Como é também muito válido descobrir o quão a maternidade pode ser única para cada uma, quando encontro outros tipos de criação diferentes da que vivencio”, conta.

Camilla com os filhos Anna Clara e Henrique

O fato é que a internet se tornou uma grande rede colaborativa pautada pelas experiências da maternidade real. Mas, afinal, o que esse termo quer dizer?

“A maternidade real é entender que estamos nesse barco para aprender junto com as nossas crias e isso é real, é dia a dia, é se virar quando a água bate na bunda, é um aprendizado diário e maravilhoso” – Mariana.

“A maternidade real é tudo que acontece quando estamos sozinhas com nossas crias. É a maternidade em prática, sem roteiro nem direção” – Larissa.

“É a maternidade intuitiva, aquela que a gente vive sem rótulos, sem guia, sem manual” – Camilla.

“É o dia a dia de uma mãe, aquilo que só se entende no cotidiano. É dedicação, ternura, insegurança… É sentir amor e medo juntos, num único instante” – Priscilla.

Traduzindo para o ambiente virtual, maternidade real é aquela onde o que importa não é sair bem na foto, estar linda e maquiada e mostrar filhos bem vestidos e comportados. Pelo contrário, a ideia é justamente “desglamourizar” os desafios maternos, que não são poucos! “Você precisa ser uma supermãe e ao mesmo tempo dar conta dos filhos, cuidar da casa, do marido, da alimentação saudável, ser bem-sucedida profissionalmente. E sem deixar de se cuidar perfeitamente, sem ‘esquecer de nada’”, afirma Priscilla.

#opiniões

Nada mole, né?! Ainda mais quando, somado a isso, vem uma enxurrada de opiniões alheias, nem sempre construtivas. “O principal desafio é encarar os julgamentos. As mães que não podem amamentar, não conseguiram ou não quiseram são julgadas. As mães que deixam os filhos o dia todo com a avó são julgadas. As mães que dão chupeta, papinha batida, que deixam os filhos dormirem na sua cama são julgadas. Não deveriam, mas são. E muitas vezes julgadas por outras mães. Fico muito triste, pois falta muito respeito, muita evolução e muito amor ainda”, aponta Mariana.

Camilla compartilha da mesma opinião. “O desafio está em não padronizar tudo ao certo e errado. Em aceitar suas limitações e se orgulhar de suas conquistas. Uma mãe que teve condições de um parto normal não é mais mãe do que uma que passou por uma cesárea. A maternidade não pode ser rotulada e comparada.”

Tanto Larissa quanto Camilla, Priscilla e Mariana se sentem mães empoderadas e usam seus perfis em redes sociais para compartilhar diariamente as experiências maternas e, de uma forma ou de outra, mostrar que a união entre as mães é extremamente importante e benéfica! “Uso a internet pra exibir os filhotes e auxiliar, ainda que minimamente, outras mães, seja de forma direta ou indireta, compartilhando um pouco dos nossos dias pra que, assim como acontece comigo, outras mães sintam a sensação de acolhimento, de alívio, de ‘não sou só eu’”, conta Larissa.

“Não faço nada hoje em dia sem dar aquela pesquisadinha básica na internet pra confirmar. Me sinto muito mais segura em poder compartilhar com outras mães e também pedir ajuda através das redes sociais”, afirma Mariana.

Eu também não escapei desse cenário! Tenho em meu celular pelo menos dois aplicativos maternos e, quando surge alguma dúvida, não hesito em buscar no Google ou perguntar às amigas que também são mães. Por outro lado, sempre chego ao consultório da pediatra com uma listinha de perguntas, nem que seja para confirmar ou refutar o que já pesquisei online.

E você, mamãe, como utiliza a internet no dia a dia? Como está sendo essa experiência da maternidade real? Compartilhe sua opinião com a gente! Vamos adorar conhecer vocês e seus filhotes.

Beijos! 😘😘

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